sábado, 1 de setembro de 2012


  CAPÍTULO V
  
O Grande Feito

Ainda com o diabo nas costas,
Perguntei , aperreado:
O que faço com aquele povo?
Seu cão desnaturado?

Ele deu uma gargalhada
E se jogou do outro lado
“Sei lá, tu tem o amuleto
Faz pro povo algum agrado…
Lembra que o povão é pobre
E precisa ser ajudado”.
O diabo falando aquilo?
Fiquei a me perguntar:
Será que esse disgramado
Tá querendo me enganar?

Joguei a minha pergunta:
Como faço pra agradar?
Esse povo quer de tudo
Só sabe é me aperrear.

“É verdade, quer de tudo
Mas de tudo tu pode dar!
Vc tem o troço mágico
Pode tudo transformar”

“Venha cá, venha comigo!”
E me arrastou o desgraçado
Subimos na duna mais alta
Eu via toda a cidade!

“Já fiz isso uma vez
Mas de todo não deu certo
Mas contigo sei que vai dar
Por que tu é um homem esperto!”

Olha lá para a cidade,
Ela é tua, companheiro!
 Neste lugarzinho agora
Tu é o dono do dinheiro

E tem algo a teu favor!
O teu presente, o amuleto,
Que pode ser grande aliado
Com ele tu faz qualquer feito

Anda, cuida, pensa logo
Teu tempo tá quase acabando
Vc não vai querer ver
 O Estrelão te derrotando!!!
Tu num é o maioral
Faz tudo sensacional?
Pois anda, cuida ligeiro,
E não vá se sair mal

Agora é a hora da prova
Eu tudo já te ensinei
Te ensinei enganar besta
E depois ir fazer festa
Te ensinei as falcatruas
Não acha quem melhor te instrua!
Então eu quero ver
Se aprendeu direitinho
Vamo, venha cá meu filho
Olhe lá um passarinho!

E quando eu olhei pra cima
O diabo me deu um rasteira
Ah, rapaz tá muito fraco
Se enganou com essa besteira?

Esteja sempre, sempre atento
Observe até o vento
Para não se enganar
Agora vou ser bem claro
Eu te trouxe aqui , cavalo
Apenas pra te testar.

Me testar?Que bobagem é essa?
Era esse o motivo da pressa ?
Por que me arrastou pra cá?
Anda logo, miserável
Que coisa mais lamentável
Esse diabo me testar!

Bem, disse assim o desgraçado:
Tenho que fazer isso
Pra me sentir aliviado
Foi um trauma que eu tive
No meu maldito passado!
Olhe para cá,olhe rápido!
Não me faça desitir
Olha lá pra tua cidade
Precisa de algo novo!

Dá comida pra esse povo,
Emprego, sei lá mais que
O povo prcisa de alimetação
Pra poder sobreviver

E aí eu disse assim:
Não so de pão vive o homem,
O diabo gritou irritado:
Essa frase eu já ouvi
Não me engane, desgramado!

Não deu certo com Aquele
Mas contigo tem que dar!
Faz a mágica do amuleto
Anda logo, bora lá!
Vc é o poderoso
O mais , mais, o glorioso!
Mais poder vc terá
Basta fechar os olhos
Para tudo transformar!
Ou então eu vou-me embora
Pro inferno ou pra qualquer lugar!

Bora , aquela pedra lá!
No que pode transformar?
Eu jjuro que fiz esforço
Tirei o amuleto do bolso
E comecei a apertar
Fiz  a reza, o caqueado,
E o diabo do meu lado
Só pra me sacanear!
Eu tinha que fazer aquilo
Senão eu tava perdido
E se ele quisesse me matar?

Depois de rezar bastante
Naquele mesmo compasso
Resolvi na tentação
Dar o meu primeiro passo:
A pedra na minha mão
E do meu lado o cão
Rindo, cruzava os dedo
E eu, morrendo de medo!

Apertei, fechei os olhos
O amuleto esquentou
Estava quente como chama
E da minha mão escapou
Quando olhei para baixo
Algo estranho acontecia
Não tinha mais tanta areia
Coisa nova ali surgia
ERA TANTO DO CONCRETO
Uns negocinho de seis pontas
Em formato engraçadinho
Era de perder a conta

Que diabo é isso?Eu perguntei
O diabo ria, satisfeito
Anacreonte, Anacreonte
Esse é teu novo feito
E te dou os parabéns
De já devo admitir:
É um feito genial
Agora joga nas ruas
Acaba com o areial!
Será uma boa estratégia
Pra alegrar esse povão
Vão dizer: Nossa que homem bom
E tu montando no dinheirão!
Fiquei muito satisfeito
Por aquilo que eu tinha feito
Agora perdia mais não
Ia ser o meu tesouro
O concretinhos, meus ouro
Bloquetinhos pro povão!
Tinha achado a solução:
Concretinhos pro povão!!!
Tinha achado a solução:
Concretinhos pro povão!!!










quarta-feira, 15 de agosto de 2012



CAPÍTULO II

DOS PRIMEIROS  FEITOS IMAGINÁRIOS


Ôba, ôba, vida boa!
Vida boa de lascar!
Todo mundo me amando
Já sou rei deste lugar!

Eu aqui mando e desmando
E todo mundo acha bonito!
Tô nem aí pr’esses bestas
Quero mermo  é ficar rico!

Deixa, deixa eu me apressar
Pensei eu naquele momento
Peguei logo o amuleto
para não perder mais tempo!

Tinha muito o que fazer
Só lembrava daquele cão!
Ele me disse naquela hora
Que nós éramos irmãos!
Que queria me ajudar
Tudo ia me ensinar
Tudo ,tudo,de todo jeito
As magias do amuleto!

Corri logo atrás dele
E o povo atrás de mim
Pedindo,pedindo tudo
Eu tava pra dar capim!
Que povo mais enjoado
Eu já tava  irritado
Com o povo atrás de mim

Me escondi num cabaré
Bem pertinho lá de casa
E o diabo apareceu!
Vinha rindo, chein de ouro
Uma botona de couro
Outro aviso ele me deu:
“Esse teu lindo brinquedinho
O amuleto, o talismã
Tem magia especial
A magia dos Titãs!
Com ele você derruba,
Destrói qualquer inimigo
E os que andam contigo
Para sempre vão andar
Ele cega, hipinotiza…
Bora, bora, agiliza!
Tu num quer né enricar?”

E o diabo saiu dançando
Agarrando a mulherada
Bebendo, fumando tudo
Uma inhaca desgraçada!

Me mandei, fui para casa
Não via a hora de descansar
Quando ia no caminho
Uma voz mandou voltar
Disse: Tu não tem mais casa,
Agora tem que se virar!
Pega aí teu amuleto
Faz magia, a que quiser
Compra casa, compra carro,
Né ser rico o que tu quer?

Passei a noite perambulando
Maquinando, maquinando,
Mas por onde começar?
Pensei no querido povo
Então maquinei de novo
E de novo e de novo
EU VOU HIPINOTIZAR!!!

Tinha achado a solução:
Hipnose no povão!

Amanheceu, fui para a praça
Esperar meus aliados
O amuleto no bolso
E a esperança de lado.

Fiz a reza, o caqueado
Preparei a armadilha
O povão se aproximando
Já fazendo aquela fila!
Primeiro olhei pra baixo
E vi o diabo no chão.
Me olhando com aquela cara
De dinheiro encheu minha mão.
E disse: Dá pra eles o dinheiro
Vai ajudar na armação!

E quem a mim ia chegando
Apertava a minha mão
O dinheiro eu colocava
E apertava o amuletão
A rezinha eu murmurava
E o povo bobo estava.
Hipnose no povão!

Consegui o que queria
Aqueles bestas só sorriam
AcredItavam sempre em mim
Tinha que arranjar um jeitinho
Do maldito amuletinho
Em tudo não dar um fim.

Lembrei da outra magia
Que o Demo me contou
O negócio da cegueira
Achei que fosse besteira
Pois num é que funcionou?

Segurei o amuleto
Fiz a reza em descompasso
A patota do meu lado
Com os olhos arregalados!

A partir daquela hora
Ali mesmo sem demora,
Tudo que eu dizia, eles viam
Se eu sorria eles sorriam
Imaginavam e deliravam
Viam coisas e se alegravam
E os minutos se passavam.

Comecei a experimentar
E assim eu discursei:
Estão vendo o hospital?
Outro não há igual!

Hospital bem equipado
e com CDI  do lado
Centro cirúrgico de primeira,
Reformado e ampliado
o que vocês querem mais
Meu povinho tão amado!?!
Responderam sem pensar:
Está  tudo maravilha!
E fizeram outra fila
E se danaram a bajular!

Quero aqui deixar bem claro
Que nada havia de novo
Foi um feito imaginário
Pra alegrar o nosso povo
Foi magia do amuleto
O diabo estava certo
E já que funcionou
E o povão acreditou
Da pobreza eu me liberto!

Que venha dinheiro, casa, carro,
Que venha ouro e avião
Vou ter tudo, vou ser rico
Igualzinho ao irmão cão!

Eu achei a solução:
Hipnose no povão!

Eu achei a solução:
Hipnose no povão!

 Não perca o próximo capítulo!!!!








ANACREONTE ÔBA ÔBA

UMA HISTÓRIA BASEADA EM FATOS REAIS E EM FEITOS IMAGINÁRIOS!

CAPÍTULO I
GÊNESE




Olá, povo da internet!
Eu vou me apresentar:
Anacreonte é minha graça
Sou dominador de raça
Dê licença de contar!

Eu nasci na beira-mar
Em noite de lua cheia
Sou pescador com muito gosto
Sou filho dessas areias!

O meu nome explicarei:
Antes que perguntem os “Doutor”;
O meu nome, Anacreonte,
Na mitologia grega,
Quer dizer dominador!

Sou o rei desse lugar
Dominador melhor não há !
Faço história, faço mágica
Faço tudo que precisar.
Ôba ôba é nosso lema
Não importa o problema
O negócio é bajular!

Ao nascer,Ganhei de mamãe
Um amuleto estimado
Tá aqui nessa caixinha
Só uso  com a patotinha
Com os que tão do meu lado

Parece que mamãe sabia
Que pra política eu entraria
Só pra ser dominador.
Ela era macumbeira
E me deu como presente
Um amuleto malfeitor.

“Dizem os velhos que  o amuleto
Faz magia de verdade!”
Achei que fosse precisar
Para a minha felicidade!

Pois então, ó povo nosso!
Eu guardei aquele troço
E nem sabia como usar.
Eu era pobre, uma desgraça!
Perambulava pelas praça,
Noite e dia sem parar!

Foi quando em sonho apareceu
Um cão bem desarrumado
Tva rindo do meu lado
E dançava o desgraçado!
No pescoço do maldito
Meu amuleto brilhava…
Acordei foi com um grito
O amuleto onde estava?

O demônio carregou?
Corri pra minha janela.
E dependurado nela
O amuleto balançou.
Tinha um bilhete grudado
Era um bilhete do cão:
Corre,que aqui nessa Tutóia
Tu ainda vai fazer história
Tu quer ficar rico ou não?
Te levanta, calça o chinelo,
Vai buscar teu amuleto
Vai até a beira da praia
Lá tu entende direito!

Eu disse : A hora é agora!
Meu amuleto, onde está?
Peguei o diacho do bolso
Olhe, não vá me fazer desgosto,
Ôba, Ôba, vamo lá!

Cheguei na beira da praia
Uma voz me disse alto:
Tu tem que ser canalha,
Mentiroso, hipócrita e falso,
Se tu quiser enricar!
Pega a amuleto do bolso
Aperta ele com gosto!
E tudo vai se transformar!


Fiz a reza, a oração.
Em compasso e descompasso
Apertei o amuletão
E em minutos então,
 me carregavam nos braços.
Eu era o Mais!Eu era o Rei!
“Ôba ôba” eles gritavam
Uns pediam, uns sorriam
Outros só me bajulavam!

Nem chinelo eu tinha mais
Tinha um sapatão nos “pé”
Agora eu era o maioral
Não existia outro igual
“Vou fazer o que quiser!”

NÃO PERCA NO PRÓXIMO CAPÍTULO…
ANACREONTE ÔBA Ôba e seus primeiros feitos imaginários!

terça-feira, 10 de julho de 2012

MEUS FINS DE NOITE


Tudo como está.
Deixa estar.
sala de estar.
Tudo parece nobre,
Tudo parece festa.
Tudo parece mais que um simples fato.
No ato!O pulo do gato!
Crianças brincando.
Risos soltos.
bolas de sabão.
Bumbum no chão.
Riso e choro.
Choro e riso.
Gargalhadas.
Fim de noite.
Histórias...
quase aos milhões!
Traz a fralda!

Traz o repelente!
Traz a água!
Traz o cobertor!
Fim de noite.
Olhinhos fechados.
Aconchego.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Poeminha de saudade

Tomo um gole de riso.
Risada tonta, descendo goela adentro.
Pensamento como passarinho passarinhando entre canteiros.
Cheiro de chuva, gosto de nuvem , algodão doce...
Quero escrever tudo e nada ao mesmo tempo
Que loucura de pensamento!
As palavras saltam do céu da minha boca, tontas
como a risada.
A noite parece noite de "cruviana",
como dizia mãezinha...
sinto o cheiro da flor branca do seu quintal
em noites assim.
Noite cheirosa, degusto um pouco de saudade...
Lágrimas vagueiam
no labirinto que é meu coração.
Rio  e choro
Rio de choro.
Cachoeira....
Oceano inteiro.


sábado, 16 de junho de 2012


NOITES DE SÃO JOÃO

APROXIMAM-SE AS FESTAS DE SÃO JOÃO E ME BATE UMA NOSTALGIA DAQUELAS…DAQUELAS QUE ME FAZEM  NAVEGAR PRA OUTROS RUMOS JÁ NAVEGADOS, PARA UM PASSADO COM GOSTO DE PIPOCA, PÓLVORA E LARANJA…UM PASSADO DE BOI REALEZA E CAROÇO DA DONA ELZA ATÉ DE MANHÃ…UM SÃO JOÃO QUE NÃO MAIS FARÁ PARTE DOS DIAS DE NOSSOS FILHOS.PARECE QUE ESTOU COLOCANDO O OLHO EM UM DAQUELES MONÓCULOS FOTOGRÁFICOS E VENDO TODO O CENÁRIO DO SÃO JOÃO DE MINHA INFÂNCIA…
LEMBRO-ME DE UMA PRAÇA E DE BARRAQUINHAS E DE BANDEIRINHAS…UM CENÁRIO DE CAVALINHO E BONECA DE CHAPÉU DE PALHA, ALGODÃO DOCE, UVA NO COPINHO E GENTE FELIZ!BUMBA-MEU-BOI DE VERDADE, COM BATIDAS TRADICIONAIS, SEGUINDO O COMPASSO DAS BATIDAS DO CORAÇÃO.AQUILO SIM ERA FESTA DE SÃO JOÃO!!!!
A GENTE PARAVA PARA VER AS APRESENTAÇÕES E OUVIR AS MÚSICAS DOS BOIS.ROUPA BONITA POUCO IMPORTAVA…AREIA PRATEADA, ISSO SIM IMPORTAVA…BRILHO, DESTAQUE, PRESENÇA…E, AO AMANHECER, OS BOIS AINDA DAVAM AO SURGIR DO SOL SEUS ÚLTIMOS BRILHOS E GOTAS DE SUOR…
LEMBRO-ME DE QUASE FICAR TONTA DE TANTO DAR VOLTAS AO REDOR DA PRAÇA JOSÉ SARNEY E DE TANTO VER PERNAS QUE PASSAVAM APRESSADAS POR NÓS, PARA IREM A LUGAR ALGUM, APENAS PARA VOLTEAR, GARGALHAR, APRECIAR A SIMPLICIDADE DAS NOITES DE SÃO JOÃO DE NOSSA TERRA…TINHA ATÉ PAU-DE-CEBO!E OS BOIZINHOS DE VARA???TODO MUNDO QUERIA COMPRAR!!!TODO MUNDO TINHA QUE TER UM!!!SE TERMINASSE O “ARRAIAL”  E VOCÊ NÃO TIVESSE UM EM CASA, ERA COMO SE NÃO TIVESSE IDO.NÃO NECESSITÁVAMOS DE MUITOS RITUAIS , AMAZÔNICOS OU INDÍGENAS…ÍNDIAS MESMO SÓ NOS BOIS, PASSINHO PRA LÁ, PASSINHO PRA CÁ…STREET DANCE? RIP ROP? NEM PENSAR!  BASTAVA BOI, QUADRILHA E CAROÇO ATÉ O RAIAR DO DIA!
MEUS OLHOS SE ENCHEM DA FUMAÇA DE SONHOS DE FOGUEIRAS NAS RUAS NA VOLTA PRA CASA…QUE SAUDADE DO CHEIRO JUNINO DAS RUAS …ATÉ DAS BANDEIRINHAS SINTO SAUDADE, AGORAM INVENTARAM FITINHAS AO INVÉS DAS BANDEIRAS, IGUAIS AS QUE SÃO USADAS NO PERÍODO DE CARNAVAL!TÁ UMA MISTURADA DANADA!O POVO VAI PRA FESTA JUNINA PRA SE ENCHER DE BEBIDA ALCÓOLICA ATÉ CAIR.MOÇAS  E RAPAZES ANSIOSOS PRA SABER QUE BANDA VAI TOCAR NAS FESTAS JUNINAS.NA MÚSICA NEM SE FALA!XOTE , BAIÃO, PÉ-DE-SERRA E AFINS FICAM TOCANDO TMIDAMENTE EM APRESENTAÇÕES SEM GRAÇA E MAL PREPARADAS, (JÁ QUE OS GRUPOS NÃO TEM MESMO APOIO FINANCEIRO DO GOVERNO, )SÓ PRA ENCHER ESPAÇO, ENQUANTO SE ESPERAM AS GRANDES SENSAÇÕES:OS RITUAIS E BUMBA-BOIS AO ESTILO DE BOI-BUMBÁ.(Fazendo aqui um elogio ao boi Araçá e ao Guaxelo, mesmo este último sendo fruto de brincadeiras, é um grito de apelo ao resgate do bumba-meu-boi tradicional!)
OUÇO REPETIREM POR AÍ: OS TEMPOS MUDAM E TUDO ISSO É FRUTO DA ATUALIDADE!
PRA MIM, É UMA FORMA DE ACULTURAÇÃO , QUEREM NOS TIRAR O QUE AINDA NOS RESTA DE BELEZA FOLCLÓRICA E CULTURAL!NÃO ESTOU QUERENDO DESPREZAR OS ESFORÇOS DE QUEM PASSA O ANO INTEIRO ENSAIANDO SUAS APRESENTAÇÕES,APENAS ACREDITO QUE NÃO DEVEMOS DEIXAR MORRER NOSSA TRADIÇÃO, A BELEZA DE NOSSO SÃO JOÃO.QUE TEM A VER COM NOSSOS COSTUMES, COM A NOSSA CIDADE, COM A NOSSA IDENTIDADE CULTURAL O QUE VIVEMOS HOJE NO PERÍODO DE FESTAS JUNINAS EM NOSSA TUTÓIA?
A FOGUEIRA DO SÃO JOÃO DA MINHA INFÂNCIA AINDA CREPITA EM MEU CORAÇÃO E EM LINDAS LEMBRANÇAS NA FOTOGRAFIA DA MEMÓRIA!

quarta-feira, 6 de junho de 2012


O PERIGO DA COMPLACÊNCIA!
 Estive pensando sobre a palavra complacência em um dos seus quase infinitos sentidos, quando há uns três dias via redes socias, alguém tratou sobre isso(primo, você foi feliz  na afirmação) e amadureci a ideia após assistir à reportagem sobre a saúde em nosso município.
A compalcência é perigosa! Ainda mais quando já se tornou costume ser complacente com o que não é excelente ou mesmo apenas com o que é bom.A complacência é a ignorância disfarçada de comodismo.
Estamos acostumados a ser complacentes com todos que não agregam valores para nossa vida, para nossa sociedade.Parece muito mais fácil aceitar tudo como está e dizer: “Ah, mas nunca fizeram nada mesmo.Todos são assim, não adianta…”Ou ainda: “Esse sim está fazendo alguma coisa em Tutóia, está construindo, modificando, transformado, só não enxerga quem não quer..”Quando na verdade essa atitude e apenas uma maneira de se manter de alguma forma beneficiado por “eles”.Um medinho”básico”, a que chamo de “cachorrismo”, o dom de ser capacho, o dom de colocar o rabo entre as pernas, muchar as orelhinhas e dá um latidinho de tímida alegria…"
Tem gente, por exemplo, que reclama de seus funcionários:  Ah, mas “fulano” que trabalha aqui  é um horror, não aguento mais! ( Mas o fulano continua lá, ou porque  trabalha há muitos anos, ou ainda porque tem uma carrada de filhos, ou pior, porque foi um vereador amigo que indicou , essas coisas…).”-Vou  votar no prefeito tal porque fez um hospital (permitam-me a riminha),como afirmou o homem simplezinho do interior do Maranhão, ou porque me deu R$200,00 ou ainda porque é amigo da família, ou até porque sentou na minha cadeira e pegou na minha mão…Não podemos passar a vida inteira carregando pessoas incompetentes…E pare com essa história enfadonha  e triste de dizer: Ah, nem adianta trocar, nenhum presta mesmo!É preciso ser exigente até com nossas atitudes, imagine com as dos outros!
Ser complacente é aceitar a derrota por antecipação.Entregar os pontos, como mamãe sempre diz.´Ser complacente é ceder todos os seus princípios apenas para se adaptar ao contexto, que, em nosso caso, não é nada agradável. É preferir adaptar-se a todas as contingências a exercer qualquer pressão sobre o mundo para tentar modificá-lo. Prefere modificar a si mesmo, adaptando-se, do que modificar o mundo que o cerca. A diferença do complacente para o flexível é que o complacente não tem limites em adaptar-se ao contexto, ou seja, não possui valores rígidos dos quais não abra mão, tais como valores familiares, valores que você defende a todo custo!Valores são virtudes éticas, tais como dignidade , respeito, integridade, e tantos outros que muitos até desconhecem os reais significados…
Segundo Aristóteles, “as virtudes éticas não são dons da natureza. Não são resultado da boa sorte. São fruto do exercício e do hábito.”Se ainda não conseguimos de fato ser cidadãos éticos, treinemos ao menos, exercitemos, habituemo-nos à ética, aos valores!Não dá para sermos felizes distantes deles!Não dá para agirmos em nossa casa, em nossa família, em nossa cidade, em nosso país, sem antes pensarmos sobre nossos valores e nossas virtudes e , consequentemente, exercitá-los!

  NÃO SEJAMOS COMPLACENTES COM  TUDO!É PRECISO QUE BUSQUEMOS A JUSTA MEDIDA ENTRE NOSSOS VALORES E VIRTUDES, A RAZÃO QUE HÁ NOS DOIS, PARA CONTROLÁ-LOS DEVIDAMENTE  E PARA ASSIM TERMOS  CORAGEM DE TRANSFORMAR NOSSA ATUAL REALIDADE !NÃO DÁ PARA TRANSFORMAR  TENDO COMO ALIADO O COMODISMO DAS PALAVRAS”NÃO ADIANTA!SERÁ SEMPRE ASSIM!TODOS SÃO IGUAIS!”

EXERCITEMOS NOSSOS VALORES!!!!BUSQUEMOS A EXCELÊNCIA DE NOSSAS ATITUDES!