terça-feira, 2 de outubro de 2012

CAPÍTULO XI


CAPÍTULO XI

O SEGUNDO CONTRATO


Aos poucos, o povo chegava
Cada um que se aproximava
Observava com atenção.
Nosso circo era porreta,
Coisa de outro planeta
Como disse o irmão cão.

E falando no encardido
Tava por lá escondido
Não tinha aparecido não.
Ele que inventou a marmelada
E com a cara mais lavada
Me deixou só com povão!

Assim mesmo fiz minha parte
Dediquei-me àquela arte
Que me foi dada pelo irmão.
Fui ao palco, ao picadeiro
E o povinho vinha ligeiro
Assistir a apresentação!

DE repente, bem de repente
No meio da marmelada
O diabo do cão saliente
Apareceu na lona, do nada
E ria tanto de mim...
Dava gritos, me vaiava
Depois com a cara lavada
Acenava para mim.

Fingi que não tava vendo
E a plateia enlouquecendo
Amando o pinoquito...
Contei piada, fiz foi graça
E povão no meio da praça
Do principal tavam esquecendo...
Ora, ora, claro que sim
Lembravam mais quase nada
Sorriam todos pra mim...
Mas que jogada de mestre,
Esse diabo é uma peste
Trouxe o povo de volta pra mim!

Acabou a apresentação do palhaço Pinoquito
O povo vinha me cumprimentar
Me abraçava,tava comigo.
Eram de novo meus amigo
Foi tão fácil ludibriar...

Tava naquela babação
Quando ouvi uma agitação
O povo a se aglomerar...
Tinha algo acontecendo
 E eu nem tava sabendo
Vou já lá pra observar.
Quando cheguei no meio da praça
Era o diabo fazendo graça
Estava vestido de burro
Pulava, dava coice, dava urro
Só pra chamar atenção.
Mas a atração não era eu?
O que foi que aconteceu?
Hein, querido irmão cão?

Não pode ser mais que eu
Antes já te disse isso
Tu tá metido demais
E eu não tô gostando disso...
Não posso te dar a corda,
Que tu já quer me enforcar;
Quer sempre o bonzão!
Esse palhacinho trapalhão
Não pode me trapacear.

Tu faz tudo sozinho
Só pra ti quer atenção.
Não vai chamar as diabetes?
Pra fazer apresentação?
Tá com mais de duas horas
Que fica sozinho com o povo...
Olha, presta atenção
Meu querido, meu irmão
Senão não tem circo de novo
Que cara mais ambicioso,
Que egoísmo horroroso,
que homem mais metidinho...
deve fazer só o que eu digo
se não estará perdido,
afasto de ti o povinho!
vai lá ,te despede do povão
e com muita emoção
chama a próxima atração!


E foi assim que eu fiz,
com muita raiva do diabo
Deixei o palhaço de lado
E chamei a apresentação.
Era as tal das diabetes
Vinham todas de tietes
Dançando ao redor do cão.
É, o cão também vinha
Soltando fogo pelas narinas
Parecendo um dragão.
O povão ficou com medo
Saiu correndo em desespero
Acabou a apresentação...

Fiquei possesso de raiva
E dei um grito no cão!
É só eu que faço errado?
O plano agora tá estragado!
E agora sr. Diabão?
O que fazemos então
Pra trazer de volta o povão?
não devias ter feito isso

Não devias mesmo, irmão cão.
Provocaste a minha ira,
Com essa tua mentira
Com a tua apresentação
E agora? Se eu perder?
Como então poderá ser?
Anda responde, seu cão!

Ah, sei lá, Anacreonte!
Vais viver debaixo da ponte!
Mas sinto que não vais perder...
O povinho é mesmo burro
Parece um pouco absurdo
Mas uns ainda te querem no poder...
Deve ser educação
Que não investiste nela, então
O povo continua burro pra doer...

Nem tão burro, satanás
Deixa de onde , rapaz
Falas isso pra enganar
Tu sabes a realidade
O que se passa de verdade
Pare de me enrolar.

E, Mas acho que vais ganhar
Eu aposto na tua vitória
E no final desta história
Nós vamos comemorar!

E se acaso eu perder?
E de mim o que vai ser ?
Quem rá me ajudar?

Pare de besteira, homem
Tu és o tal, Anacreonte
Não podes pensar assim
Não seja tão negativo
Mais uma vez te digo
Confia, confia em mim!

Há há há, quer que eu sorria?
Como posso confiar?
Tu é satan, o danado
Só vive de enganar!
A não ser que façamos contrato
Acordo, assinado embaixo.
Tu queres te arriscar?

“Contato nós já fizemos;
Num te lembra nem mais ou menos
Do acordo do começo?
É tão bom te dominar
É tão bom te comandar
O poder não tem mesmo preço!
Mas faça aí novo contrato,
Afirmando sua vitória;
Eu me responsabilizo por ela.
Vou tomar de conta do duelo
Não te preocupe, amarelo,
Eu vou te fazer ganhar!
Se eu não me garantir
No dia do duelo assim,
Pode escrever aí:
Ficarei de quatro patas
Bem no meio daquela praça
Comendo tudo quanto é  capim!
Pode acreditar em mim!”

Vou acreditar, seu diabo
No contrato assinado
E vou esperar assim:
Tu irás me defender,
Magias irás fazer,
Estarás comigo até o fim.
E se acaso eu perder,
Novo circo rei fazer,
Pode acreditar em mim
E a nova atração
Pro povo rir de montão
Será o BURRO COMENDO CAPIM!

É isso aí ,Anacreonte,
Agora quer que eu te conte
Um segredo de verdade?
sei onde tá o amuleto

Há ha há eu não tenho jeito
Eu sou o reizão da maldade!

Estava sempre comigo
Me desculpe, meu amigo
Só queria te assustar.
Gostou da brincadeirinha?
foi só uma mentirinha

Só pra te sacanear.


Pois me dá logo Aquele troço
Preciso fazer um negócio
Antes do tempo acabar
Faltam apenas 5 dias
Não aguento essa agonia
O estrelão vou assustar!
E eu já pensei em tudo,
Com a ajuda do amuleto
Vou fazer o último feito
Antes do dia chegar...
É a tal da água encanada
Vou inventar pra negrada
Que ela tá pra chegar.
Os bichin vão ficar alegre
E não vai ter quem negue
Que ela tá vindo pra cá.
Com a ajuda das diabetes,
Faremos uma enquete
Também para assustar.
Não disseste que as tais gurias
Mexem com números, magias?
Então podem ajudar...
Será tudo mentirinha
Os números, a enquetezinha
E a água que vai chegar!

Anda logo, tá acabando o tempo...
De desespero eu não mais aguento
Eu só penso é em ganhar!
Chama lá as diabetes,
pra cuidarem da enquete
dos números que vão trocar!
E traz aqui o amuleto
Agora eu me animei de jeito
Estrelão, pode te preparar!


Uma enquete com o povão
Pra assustar o Estrelão!

Mentirinhas pro  povão
Pra acabar com o estrelão!






































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